Faz parte da nossa natureza humana buscar reconhecimento. Gostamos de ouvir que estamos indo bem, que estamos fazendo um bom trabalho. E por que seria diferente na maternidade?
A verdade é que ser mãe já vem carregado de expectativas, dúvidas e culpas. E, no meio disso tudo, ainda somos colocadas em um lugar de comparação constante:
Se o filho vai para o day care ou fica em casa.
Se participa de mil atividades ou apenas brinca livremente.
Se come só alimentos orgânicos ou também aceita os famosos pacotinhos.
Se amamentou até tal idade, se usou fórmula, se chupou chupeta, se dorme sozinho, se divide a cama…
Se mostra a rotina nas redes ou prefere manter tudo no privado.
O que não falta é julgamento – de fora e, muitas vezes, de dentro também.
Nas redes sociais, então, parece que há um padrão inalcançável: mães perfeitas, com filhos sempre sorrindo, saudáveis, bem alimentados, tudo no tempo certo, tudo no lugar. Mas será mesmo?
Neste espaço, o meu desejo é criar um refúgio. Um lugar onde mães possam se sentir acolhidas, respeitadas e amparadas – porque sei que esse amparo, na vida real, muitas vezes é raro.
Fala-se muito sobre educar os filhos com respeito, e sim, essa é uma das minhas maiores bandeiras. Mas e quanto a educar a nós mesmas como mães? Com mais compaixão, com mais leveza? Será que não deveríamos começar por aí?
Quando trocamos julgamentos por escuta, e comparação por empatia, tudo muda.
Tudo fica mais leve.
Lembre-se: sua amiga, sua vizinha, ou aquela mãe que você acompanha no Instagram, não está fazendo melhor do que você. Está apenas vivendo outra história. Os filhos ainda nem cresceram – e cada jornada é única.
Confie na sua intuição.
Ouça o seu coração.
Ele é o único que sabe, de verdade, como criar os seus filhos.

