Muitos pais associam limites à rigidez. Acham que colocar regras pode tolher a liberdade, a espontaneidade ou até a alegria da infância.
Mas, na verdade, é o oposto que acontece.
Segundo Magda Gerber e Janet Lansbury, limites claros e consistentes são uma das formas mais profundas de amor.
Eles não servem para controlar – servem para proteger.
Proteger o corpo, o espaço, as relações e, principalmente, o emocional da criança.
Uma criança sem limites vive em um mundo sem bordas. E um mundo sem bordas é confuso, imprevisível e, portanto, inseguro.
Quando não há um adulto que diga com firmeza e gentileza “não é seguro subir aí” ou “eu não vou deixar você bater”, a criança não sente liberdade – sente abandono.
Porque o limite, quando vem com presença e respeito, comunica algo muito poderoso:
“Eu estou aqui. Eu sei o que estou fazendo. Você pode confiar em mim.”
E é dessa confiança que nasce a segurança emocional.
Crianças que crescem com adultos confiantes, que mantêm limites com calma, aprendem que o mundo é previsível – e isso as ajuda a desenvolver autocontrole, empatia e autoconfiança.
Limite não é dureza.
Limite é cuidado.
E quando vem acompanhado de empatia, ele se torna um dos maiores atos de amor que podemos oferecer.

